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Pois vejam só a que ponto chegamos. O histérico, surreal, absurdo, anúncio de greve de fome de Anthony Garotinho nos é um tapa na cara para mostrar o nível de quem pensa que pode ter chances de vencer as eleições presidenciais de outubro. Um cara que ocupa o terceiro lugar nas pesquisas, ameaça o segundo colocado, Geraldo Alckmin, e é – era a partir de agora, espero – crucial para que Lula não seja reeleito em 1º turno. Se já tinha qualidades deploráveis, agora foi longe demais.
Populista, cheio de frases de efeito e propostas sem pé-nem-cabeça, oportunista e suspeitíssimo – chovem denúncias nos últimos dias –, Garotinho mostra desequilíbrio e desespero. Atingido pelas acusações das quais não tem condições de se defender, vem com a piada de greve de fome. E deixa-se fotografar em cena ridícula deitado no sofá do diretório do PMDB com a “desconsolada” Rosinha Matheus – que papelão!
Desculpe, Garotinho, mas o povo brasileiro já viu seu mau-caratismo. Poupe-nos de mais essa palhaçada. Poupe-nos desse lero-lero de perseguição da mídia, de “supervisão internacional”. Quem se sensibiliza com uma figura como essa? Só alguns poucos evangélicos. Respeito evangélicos e até entendo – embora ache exageradas – as articulações que fazem em busca de poder político. Mas muitos mostram que não têm limites, assim como Garotinho. Não têm bom senso. Aplaudem a estapafúrdia idéia do presidenciável peemedebista. Olha, que Deus está vendo!
Que essa greve de fome provoque, mais que perda de peso, perda de votos para Garotinho. Amém!
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